Servidores da UnB mantêm greve até julgamento do STF
Funcionários vão manter o movimento grevista até que o judiciário volte de férias.
Em uma das assembleias mais tensas, os servidores decidiram na manhã desta terça-feira(27) manter o movimento.
O principal argumento dos contrários ao fim da greve é o de que a paralisação deve continuar até que o Supremo Tribunal Federal se manifeste sobre a URP. A ministra Carmen Lúcia, do STF, é relatora de um pedido de liminar de manutenção dos 26,05% nos salários da categoria feito pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub). “O recesso do Judiciário termina na segunda-feira. Por que vamos acabar, uma semana antes, com a greve que não é ilegal nem abusiva?”, defendeu Maurício Sabino, integrante do Comando de Greve.
Os favoráveis ao fim da greve defenderam que as negociações com o Executivo estão encerradas e o STF não vai decidir enquanto a categoria estiver parada. “O STF não age sob pressão. O momento é de responsabilidade”, afirmou Cosmo Balbino, coordenador-geral do Sintfub e integrante do Comando de Greve. Ele defendeu a suspensão da greve até o julgamento do STF e a retomada do movimento em caso de decisão desfavorável da ministra. “Perdemos o jogo no primeiro tempo, porém ainda podemos ganhar no segundo. Mas precisamos fazer a coisa certa, repensar as estratégias”, disse.
Nova assembleia acontece na próxima terça-feira, dia 3, às 9h30, na Praça Chico Mendes no Campus Darcy Ribeiro.
Agência UnB
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