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Política, Educação, Ciência e Cultura 

Informação foi dada durante visita a instituição

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT) visitou na manhã desta sexta-feira (31) o campus IFSul de Camaquã. O deputado acompanhado do professor Leandro Neutzling Barbosa, presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores e pré candidato a prefeito, e o vereador Eduardo Silva de Arambaré, conversou com o diretor do campus, Tales Amorim sobre os cortes de verbas da educação.

“São mais de 20 famílias de correm o risco de ficar sem o seu ganha pão devido ao corte de verbas da educação”, lamentou o professor

Os cortes afetam diretamente os serviços terceirizados, podendo cortar mais de 20 postos de trabalho, além de 14 bolsas de estágios. “São mais de 20 famílias de correm o risco de ficar sem o seu ganha pão devido ao corte de verbas da educação”, lamentou o professor Leandro, destacando que a instituição terá dificuldade para pagar as contas de serviços básicos, como energia elétrica.


De acordo com o professor Leandro, a qualidade do ensino oferecido pela instituição, onde a maioria dos professores são mestres e doutores, será mantida, mas aulas práticas como aquelas que fazem uso de laboratório ou saídas de campo, serão afetadas pela redução de recursos. “Realmente não há dinheiro para tudo, mas cortar em educação demonstra um grande despreparo e falta de gestão, e isso se aplica a qualquer governo”, explica o professor, que salienta que cortes poderiam ser feitos em cartões corporativos, entre outros.


Com a intensão de amenizar os impactos dos cortes, Bohn Gass afirmou que pode alocar emenda no IFSul, o que foi bem recebida pelo diretor do campus. “Sou contra as emendas parlamentares dos deputados, mas como o sistema é esse, optei por distribuir de maneira democrática e para onde mais precisa, como educação e saúde”, diz o deputado.



Visita às rádios


Durante visita a Camaquã, Bohn Gass concedeu entrevistas às rádios Camaquense, Clic Rádio e Acústica FM. O parlamentar se manifestou contrário aos cortes de verbas da educação e a reforma da previdências como estão sendo propostas. “Esse corte na educação junto com a reforma da previdência só traz prejuízos e retrocessos à sociedade”, alerta.


De acordo com o professor Leandro, em 2018 os benefícios previdenciários destinados a Camaquã foram superiores a R$ 221 milhões, já o recurso destinado pelo Fundo de Participação dos Municípios foi de apenas R$ 43 milhões. “Esse dinheiro de aposentadorias são gastos aqui, no comércio local, gerando emprego e renda a toda sociedade”, ressalta o professor, destacando que com a reforma da previdência o trabalhador terá mais dificuldade de se aposentar, o que deve afetar a economia local.

Os representantes locais precisam ter consciência da situação”, afirma

Para o professor, prefeitos e vereadores devem estar atentos aos impactos nos municípios, pois deve afetar diretamente a arrecadação e os investimentos das prefeituras. “Os representantes locais precisam ter consciência da situação”, afirma.



Almoço em Arambaré


Após a visita ao IFSul e entrevistas às rádios, o deputado, acompanhado do vereador Eduardo Silva, participou de almoço entre amigos e lideranças de Arambaré.







Fonte/Foto: Assessoria Professor Leandro

Um breve relato das atividades que participei em defesa da educação durante os anos de 2015 e 2016. A responsabilidade aumenta quando o candidato que apoiamos vence as eleições


Atividade desenvolvida com a comunidade escolar durante a greve de 2015.
Atividade desenvolvida com a comunidade escolar durante a greve de 2015.

Em 2015, após o período de 12 anos de investimentos massivos em educação, o Partido dos Trabalhadores chegou ao seu 4º mandato presidencial com a reeleição da presidenta Dilma. Para ter uma ideia de como a educação foi prioridade nos governos Petistas, é preciso falar de números. Ou melhor, de verba.

Educação foi prioridade nos governos Petista

O orçamento para a pasta em 2003 era de R$ 18,1 bilhões, pulando para R$ 54,2 bilhões em 2010. Um salto de quase três vezes o valor em oito anos de governo Lula. Se considerarmos até 2016, ano em que Dilma sofreu o golpe, o montante atinge R$ 100 bilhões. Neste período foram criadas 18 novas universidades federais e 173 campus universitários, praticamente duplicando o número de alunos entre 2003 a 2014: de 505 mil para 932 mil.


Os institutos federais também tiveram uma grande expansão durante os governos do PT: foram criadas mais de 360 unidades por todo o país.


As dificuldades econômicas reflexo da crise mundial somadas as dificuldades em aprovar projetos no Congresso Nacional potencializaram a crise no Brasil. Os cortes foram uma tentativa do governo de sinalizar ao mercado financeiro que iria cumprir a meta de superávit primário para pagar juros da dívida pública.

A sociedade estava em disputa, assim como o governo

A sociedade estava em disputa, assim como o governo. Nessa tentativa de agradar o capital financeiro, o governo fez cortes na educação. Justamente no ano que adotou o slogan “Pátria Educadora”. A medida adotada foi um erro.

Acredito que a responsabilidade aumenta quando o candidato que apoiamos vence as eleições.

Acredito que a responsabilidade aumenta quando o candidato que apoiamos vence as eleições. E nesse sentido, temos que ser os primeiros a fazer as cobranças para que o governo eleito não retire recursos de áreas essenciais, como educação, saúde e segurança. E assim eu fiz.

Entregando pauta de reivindicação aos representantes do CONIF durante a greve de 2015.

Em 2015 participei da greve contra o corte de orçamento da educação. Participei, juntamente professores e alunos, de manifestações em Camaquã, Pelotas, Porto Alegre e em Brasília. Em 2016 não foi diferente. Fui as ruas contra a PEC do governo Temer que congelava os investimentos em educação, saúde e programas sociais.

Entregando a pauta reivindicações para o Deputado Henrique Fontana (PT-RS), Lider do governo Dilma /2015.

Não fui omisso em nenhuma dessas ocasiões. Fui contrário quando o partido do qual faço parte cortou recursos da educação e faço o mesmo no corte proposto por Bolsonaro. Essa luta não é político-partidária, tampouco ingênua de acreditar que os cortes na educação podem ser revertidos sem enfrentarmos todos os ataques às conquistas sociais.

Manifestação contra a PEC do Temer que congelou os investimentos em educação- Pelotas/2016.

Como dito por Martin Luther King “o progresso não é algo automático nem inevitável”, mas algo que necessita de esforços e dedicação contínuos. E assim é nossa luta para que a educação seja pública, de qualidade e gratuita.

Cartaz divulgação- Aula pública/ 2015.

Participação em atividade em Brasília durante a greve 2015.

Marcha em defesa da educação em Camaquã / 2015

Marcha em defesa da educação em Camaquã/ 2015

Brasília/2015

Atividade de mobilização Praça Zeca Netto em Camaquã/2015

Cartaz greve/2015

greve/2015 Foto: Sinasefe

Plenária Sindical em Brasilia / 2015.


Pré-candidato a prefeito criticou o corte de 30% da verba na educação feito pelo governo Bolsonaro

Nesta sexta-feira (10) participei do programa Primeira Hora e no sábado (11) estive no programa Esquina Democrática, ambos na Rádio Acústica FM, falando sobre os cortes na educação e suas consequências desastrosas à sociedade.

Em educação não se corta e o governo que corta, corta errado.

Durante as entrevistas, destaquei que em educação não se corta e o governo que corta, corta errado e isso vale para qualquer governo. Ajustes no orçamento são necessários, mas devem ser feitos de forma cirúrgica, com planejamento e bom senso, não da maneira que está sendo feito.


Afirmei que os cortes em educação não são uma questão de ordem orçamentária, visto que o governo Bolsonaro declarou que irá dar R$ 40 milhões em emendas para cada deputado que votar a favor da Reforma da Previdência, logo, há dinheiro.

Uma obra quando é interrompida pelo governo, há prejuízos financeiros, perde-se material, mas é possível retomá-la praticamente da mesma forma de onde parou. Com o ensino isso não é possível. Na educação quando se interrompe programas não se perde apenas dinheiro, se perde tempo. Quando a criança tem alguma dificuldade de acesso ou permanência na escola, ela não pode esperar quatro anos para retomar de onde parou, ela já passou da idade e os desafios da vida dela já mudaram.

Ocorre que os cortes tem viés ideológico, ou seja, Bolsonaro elegeu professores, estudantes e educação pública como inimigos do país.

Ocorre que os cortes tem viés ideológico, ou seja, Bolsonaro elegeu professores, estudantes e educação pública como inimigos do país. Com um governo fraco, que foi eleito com base em fake news, que refuta o conhecimento científico baseado em dados e pesquisas, que despreza direitos sociais conquistados, ignora as minorias, a educação é vista como uma ameaça ao poder. Inclusive, o momento atual de ataques à educação e ao conhecimento científico me remete a distopia orweliana 1984, onde a ciência e a verdade sobre os fatos são vistos como uma ameaça ao poder do Grande Irmão determinar o que é verdade.


Destaquei ainda que ao contrário do que foi dito, o corte de verbas do ensino superior não será remanejado para a educação básica, pois está também foi incluída no desmonte. Na prática, a retirada de recursos do ensino básico afeta diretamente a criação de novas escolas de educação infantil (creches) tão necessárias, transporte escolar e até mesmo a merenda, entre outros prejuízos.


Vale lembrar que os cortes não irão afetar apenas o trabalho desenvolvido em sala de aula, mas também a saúde pública através dos hospitais universitários, como o Hospital de Clínicas da UFRGS de Porto Alegre, FAU da UFPel de Pelotas, Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa da FURG de Rio Grande, entre outros, onde milhares de camaquenses buscam atendimento médico.


Quem deseja assistir as entrevistas, o bate papo inicia a partir das 2h50 na live do programa Primeira Hora e após a 1h30 da live da Esquina Democrática. Agradeço a Rádio Acústica FM pelo espaço, em especial ao Fábio Renner e ao Oberti Martins.






leandro.neutzlingbarbosa@gmail

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