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Política, Educação, Ciência e Cultura 

Secretaria Municipal da Saúde divulga cronograma de vacina

Na semana que antecede o Natal, a Secretaria Municipal da Saúde realizou algumas alterações no cronograma de vacinação, seguindo normal no Centro de Imunizações Viégas com atendimento de segunda à sexta-feira, das 8h30min às 12hs e das 12h30 às 16h30min, sendo que as terças e quintas-feiras o atendimento segue também das 17hs às 20hs.


Para melhor atender a comunidade além do Centro de Imunizações Viégas, haverá nesta segunda e terça-feira, dias 20 e 21, terá vacinação no Sesc pelo sistema de Drive Thru das 9hs às 12hs e das 13h30min às 16h30.


Na quarta, quinta e sexta-feira, dias 22, 23 e 24, terá um ponto de vacinação na Esquina Democrática, das 9hs às 12hs.


Também está disponível a vacina contra a gripe para quem ainda não se vacinou.


Fonte: Prefeitura de Camaquã Foto: Mayara farias

Relatório aponta que muitos brasileiros estão comendo arroz com arsênio e alho com chumbo

Passou praticamente despercebida a publicação dos resultados do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em alimentos (PNCRC) por meio da Portaria do Ministério da Agricultura SDA 448, em 17 de novembro. O programa analisa a presença de metais pesados, micotoxinas, MDT (Morfolina, Dietanolamina e Trietanolamina), salmonella, e resíduos de agrotóxicos em uma ampla gama de alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros, inclusive alguns produzidos no exterior.


Entre os alimentos analisados estão abacaxi, alface, alho, amêndoa, amêndoa de cacau, amendoim, arroz, avelã, banana, batata, beterraba, café, castanha de caju, castanha do Brasil, cebola, cenoura, cevada malteada, cítricos, farinha de trigo, feijão, goiaba, kiwi, maçã, mamão, manga, melão, milho, morango, pera, pimenta do reino, pimentão, soja, tomate, trigo e uva.


Os resultados da análise, preliminar, aponta para um grave problema de contaminação – o que muito provavelmente explica a tentativa do Ministério da Agricultura de escondê-los. Foram detectados contaminantes em praticamente todos os alimentos analisados.


E mais do que isso: contaminantes combinados entre si. Ou seja, agrotóxicos misturados com outros agrotóxicos e com metais pesados. E a mistura de tudo com tudo o mais.


Metais pesados e agrotóxicos

Essas combinações, aliás, incluem metais pesados acima do limite estipulado pela legislação – ou sem conformidade com ela. É o caso do alho, tanto o nacional, como o importado – da China e da Espanha –, cujas amostras analisadas apresentaram contaminação por chumbo. Ou mesmo do arroz, com 74 das 75 amostras apresentando contaminação por arsênio.


O chumbo afeta o sistema nervoso central, os rins, o fígado, o sangue, o aparelho digestivo e os órgãos sexuais. Nas crianças, causa dano maior no sistema nervoso, ainda em processo de desenvolvimento. A exposição a longo prazo pode causar déficit intelectual.


Já o arsênio, dependendo do tempo de exposição, causa diferentes efeitos tóxicos. A exposição de curto prazo está associada à conjuntivite, hiperqueratose, hiperpigmentaç´ão, doenças cardiovasculares, distúrbios no sistema nervoso central e vascular periférico. E a exposição prolongada pode levar ao aparecimento de diversos tipos de câncer, como de pele, pulmão, próstata, bexiga, rim e fígado.


“Mas se observarmos os resultados para os resíduos de agrotóxicos, a situação parece ser ainda mais dramática, pois a presença de substâncias altamente tóxicas além do limite permitido está disseminada em toda a gama de produtos analisados. Um detalhe a mais é que os resultados do PNCRC detectaram algo que já é sabido, mas nem sempre facilmente documentável, que é o uso de agrotóxicos que não são permitidos para determinadas culturas”, disse o professor e pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski.


Agrotóxicos banidos

Exemplo, segundo ele, é o “famigerado Fipronil” que foi encontrado no tomate. “Mas além do Fipronil, muitos outros agrotóxicos foram aplicados em culturas para as quais não possuem aprovação, demonstrando que essa prática está disseminada, representando não apenas uma violação da lei, mas também grave risco à saúde humana. Temos substâncias que são potencialmente causadoras de doenças graves, como o inseticida Acefato, banido na União Europeia por causar, entre outras coisas, a perda da fertilidade masculina, e por causar a morte de aves e espécies marinhas, como anfíbios e peixes.”


Outro exemplo de “não conformidade” com a legislação foram as micotoxinas – substâncias produzidas por fungos e que provocam efeitos tóxicos – que foram detectadas em um grande número de amostras analisadas. “A presença dessas substâncias nos alimentos consumidos por seres humanos tem sido associada a uma série de doenças, e vem ganhando mais atenção recentemente por ter um caráter muitas vezes subliminar”, disse Pedlowski.


Autor do Blog do Pedlowski, o pesquisador também edita o Observatório dos Agrotóxicos. Segundo o monitoramento, desde o início do governo de Jair Bolsonaro, já são 1.507 novas liberações de agroquímicos de diferentes tipos. Algumas destas substâncias estão proibidas há mais de 20 anos nos países europeus justamente pelos males causados à saúde e ao meio ambiente.


Cumulativos

“Em outras palavras, não estamos comendo alimentos contaminados com ‘isto ou aquilo’, mas com ‘tudo aquilo’. O problema é que os efeitos combinados (os chamados efeitos sinérgicos) podem não aparecer imediatamente em função das baixas concentrações, mas isto não significa que não haja um efeito cumulativo, como no caso dos metais pesados e dos agrotóxicos”, disse.


Para o pesquisador da Uenf, os resultados globais do PNCRC deveriam estar sendo amplamente divulgados para levar à reação por parte de organizações que representam os interesses dos consumidores, bem como para orientar a ação de grupos de pesquisa e de organizações não-governamentais. “Afinal, o quadro que emerge dos resultados publicados em relativa surdina pelo governo Bolsonaro não é nada bom.”



Redução de 50% no valor da multa para quem descumpre medidas sanitárias está tramitando na Câmara de Camaquã

Foto: Brigada Militar / Divulgação /CP

A prefeitura de Camaquã pretende reduzir em 50% o valor da multa aplicada aqueles que descumprem as medidas sanitárias que visam à prevenção da propagação da covid-19. Atualmente, quem for flagrado pelos órgãos de fiscalização participando de festas e aglomerações deve pagar uma multa no valor de R$ 2 mil. A multa é estabelecida pelo Decreto Estadual nº 55.782, de 5 de março de 2021.


Na prática, o governo quer reduzir o valor da multa para R$ 1 mil. O valor será revertido em compra de cestas básicas. No entanto, mesmo com o valor de R$ 2 mil as festas, tanto na cidade quanto no interior, não param. Reduzir o valor da multa é encorajar as aglomerações em plena pandemia, onde além da dificuldade de obter vagas em UTI, há escassez de medicações necessárias para manter pacientes entubados entre outras coisas.


Entendo que valores de multas podem ser revisados e reduzidos e que somos passiveis de ser multados, por vezes por coisas que consideramos “bobas” como estacionar num local não permitido, ultrapassar o tempo no estacionamento rotativo, atrasar o pagamento da carne do IPTU entre outras de menor gravidade. E mesmo assim, se infringe uma lei é legal a punição e nesses casos poderia passar por revisão e talvez ter os valores reduzidos.


Agora reduzir multas para quem promove e participa de festas clandestinas durante uma pandemia que já ceifou cerca 400 mil vidas no país e que só em Camaquã já são mais 107 vidas perdidas até o momento, pessoas amigas da gente, familiares, pais, mães e filhos que choram a perde destes entes queridos é de um tamanho desrespeito com a vida.


Além disso, a medida é um desrespeito a Brigada Militar, ao Ministério Público e aos agentes de fiscalização da prefeitura que trabalham para inibir essas ações, é de zombar dos comerciantes que estão com seus estabelecimentos prejudicados com as medidas restritivas impostas.


Parece que os governantes deste país, em todos as esferas, não têm noção da magnitude do problema que estamos vivendo e ainda do que está por vir. A cada dia um novo debochar da nossa cara.


Algumas perguntas que precisam de resposta por parte da administração municipal: Qual seria o interesse da prefeitura em diminuir o valor da multa? Qual é o interesse público? Por que não aumentar a fiscalização? A opinião da comunidade será ouvida ou mais uma vez decisões serão tomadas ignorando a opinião de quem os colocou como representantes?


O Projeto de Lei 35/2021, protocolado na Câmara de Vereadores no último dia 19, está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Após a análise, será votado pelos vereadores em sessão plenária, devendo ser aprovado, uma vez que o prefeito possui a maioria no legislativo.


Leia a integra do Projeto de Lei 35/2021

Foto: Brigada Militar / Divulgação /CP

leandro.neutzlingbarbosa@gmail

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