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Política, Educação, Ciência e Cultura 

Demora em conseguir consulta com pediatra, ginecologista e dermatologista gera reclamações

A situação da saúde pública, em Camaquã, preocupa moradores. A dificuldade em conseguir consultas com especialistas coloca a saúde dos camaquenses em risco. Em postagem no Facebook do Blog do Juares, moradores desabafaram sobre a situação.


“Sou do interior e tenho meu filho de 1 ano e 3 meses, só consegui levar ele em um pediatra uma única vez”, comenta uma moradora na postagem. A dificuldade também é enfrentada por quem reside na cidade. “Um absurdo! Fichas só na sexta para consultar na outra semana, sendo que são 10 fichas para toda a cidade e o interior”, reclama uma mãe.

“Criança doente não pode esperar consulta na outra semana. Um descaso com a população, nunca foi assim, está na hora de mudar, pediatra todos os dias como era antes! Prefeito, priorize a saúde e não o asfalto”, reivindica outra mãe.

Não são apenas as crianças que estão sem atendimento especializado. Quem necessita de dermatologistas, ginecologistas, neurologistas, entre outras especialidades, também encontra dificuldades. “Camaquã não tem quase nenhum médico pelo SUS, não sei o que está acontecendo, estou há 6 meses a espera de um dermatologista, absurdo isso”, “3 meses para o resultado de pré-câncer, absurdo”, reclamam.


Confira parte das reclamações nos prints:












Fonte: Redação

Foto: Divulgação


Um relatório da ONU de 2017 mostrou que o poder de empresas como Bayer e Syngenta é suficiente para obstruir reformas e tentativas de regular o uso de agrotóxicos

Enquanto na Europa cresce a lista de agrotóxicos proibidos, grupos que representam as empresas alemãs Bayer e BASF e a suíça Syngenta gastaram cerca de 2 milhões de euros (o equivalente a aproximadamente R$ 10,5 milhões) em apoio a grupos que tentam influenciar decisões do poder público, com o objetivo aumentar o acesso ao mercado brasileiro.


A informação é do estudo Comércio tóxico - A ofensiva do lobby dos agrotóxicos da União Europeia no Brasil, publicado nesta quinta-feira (28) pela organização ambiental Amigos da Terra.

Segundo a pesquisa produzida pelas autoras Audrey Changoe e Larissa Bombardi, um desses grupos que receberam apoio das empresas é o Instituto Pensar Agropecuária (IPA). Como parte do lobby, a organização “promove mais uso de agrotóxicos e minimiza o papel do agronegócio no desmatamento” e “trabalha em parceria com tomadores de decisão do influente bloco do agronegócio no Congresso brasileiro”.


O estudo também aponta que Bayer, BASF e Syngenta integram o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), cuja atuação recai sobre as tentativas de aprovar agrotóxicos considerados perigosos como o glifosato e o paraquat, e apoiam a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a CropLife Brasil.


As três organizações, inclusive, fizeram lobby em apoio ao PL do Veneno, aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro deste ano. A proposta flexibiliza as normas de comercialização de agrotóxicos, abrindo espaço para novos produtos no mercado, além de concentrar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) as funções de fiscalização e análise dos produtos.


“Essas empresas e suas associações fazem lobby tendo diretamente como alvos o poder Executivo e o Legislativo, inclusive financiando campanhas eleitorais para representantes da bancada ruralista”, dizem as autoras no relatório.

Ainda segundo o estudo, praticamente metade dos 513 deputados eleitos em 2014 receberam R$ 60 milhões em doações de empresas ou indivíduos multados por crimes ambientais pelo Ibama.


Não à toa, Bayer e BASF conseguiram aprovar 45 novos agrotóxicos nos últimos três anos, sendo que 19 deles contêm substâncias proibidas na Europa. Enquanto isso, uma pessoa morre a cada dois dias no Brasil por envenenamento por pesticidas. Das vítimas, 20% são crianças e adolescentes entre zero e 19 anos.

Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia


As gigantes dos agrotóxicos também têm promovido lobby para o avanço das negociações do Acordo de Associação entre o Mercosul, que engloba Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela – e União Europeia (UE), iniciadas em 2019, em Bruxelas.


Na visão das autoras, o acordo, se efetivado, “deve aumentar as exportações de safras agrícolas para a Europa e as importações de agroquímicos para a América do Sul, especialmente para o Brasil” e, com isso, “atualiza os dispositivos coloniais que mantêm a dependência do país em relação à Europa”.


“Desde o final do século XV, os europeus têm extraído matéria-prima da região, exportando recursos naturais e safras de monocultura para a Europa. Esse padrão ainda pode ser visto nas relações comerciais da Europa com os países do Mercosul hoje. Cerca de 84% das exportações da UE para o Mercosul são serviços e produtos industriais de alto valor, enquanto cerca de três quartos das exportações do Mercosul para a UE são recursos agrícolas e minerais”, apontam as autoras.


“A liberação comercial visada pelo acordo comercial UE-Mercosul reforça essa relação neocolonial, aumentando exportações de matéria-prima para a Europa, ao mesmo tempo que dá continuidade ao dano causado à natureza e às comunidades locais, que já carregam o fardo tóxico da propagação de monocultura agrícola intensiva em suas terras.”


Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2017 mostrou que o poder de empresas como Bayer e Syngenta é suficiente para obstruir reformas e tentativas de regular o uso de agrotóxicos.


Em 2019, o órgão da ONU em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos recomendou a criação de mecanismos regulatórios, uma vez que “interesses comerciais podem agir para manter altos níveis de demanda, monopólios e uso contínuo de agrotóxicos e insumos químicos”.


No mesmo ano, a UE exportou 6,5 milhões de quilos de agrotóxicos proibidos ou que nunca foram autorizados nos países europeus para os países do Mercosul. No ano seguinte, a exportação de agrotóxicos banidos pela UE para outros países foi considerada um abuso dos direitos humanos.


O outro lado


Em nota, a CropLife Brasil informou que está analisando o relatório para se posicionar, mas afirmou que trabalha para fornecer tecnologias para produção de alimentos seguros e saudáveis.


O Brasil de Fato solicitou posicionamentos sobre o estudo para as empresas Bayer, BASF e Syngenta e as organizações Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Até o momento da publicação da reportagem, no entanto, não recebeu estes retornos. O espaço está aberto para pronunciamentos.


Fonte: Brasil de Fato

Foto: Divulgação

Cerca de 2,5 milhões de crianças foram afetadas pela queda da cobertura vacinal referente a difteria, tétano e coqueluche

Uma em cada quatro crianças da América Latina e do Caribe não tem o calendário completo de vacinação, o que a torna vulnerável a doenças perigosas, em uma região com uma queda “alarmante” de menores vacinados, alertou o Unicef nesta segunda-feira (25).


“Em apenas cinco anos, o calendário completo de vacinação de difteria, tétano e coqueluche caiu de 90%, em 2014, para 76%, em 2020”, apontou o Unicef em um comunicado.


Isso significa, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, que “uma em cada quatro crianças” na América Latina não recebeu o esquema completo de vacinação de rotina que a protegeria de “diversas enfermidades”.

“A queda das taxas de vacinação na região é alarmante”, alertou Jean Gough, diretora regional do Unicef para América Latina e Caribe, com sede no Panamá.


A situação “deixa milhões de meninos, meninas e adolescentes expostos a doenças graves, ou até mesmo à morte, quando isso poderia ser evitado”, acrescentou.


Segundo o Unicef, a queda da cobertura em 14 pontos percentuais nos últimos cinco anos afeta quase 2,5 milhões de crianças, que não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche.


Desse total, 1,5 milhão de crianças não receberam nem mesmo a primeira dose dessa vacina.

A diminuição da cobertura de vacinação já havia começado antes da pandemia da Covid-19. No entanto, a situação se agravou com a suspensão de serviços básicos de saúde devido ao coronavírus e o medo das pessoas de se contaminar ao procurar um centro médico, garantiu a Unicef.


Fonte: OSul

Foto: José Cruz/Agência Brasil

leandro.neutzlingbarbosa@gmail

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