top of page

Blog do

Política, Educação, Ciência e Cultura 

Agricultores e moradores da zona rural serão os mais prejudicados com a privatização da companhia

Reprodução/ Internet

As reclamações sobre a qualidade da prestação de serviços pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) é assunto recorrente em rodas de conversa entre amigos, redes sociais e nos veículos de comunicação, sendo comum que o assunto encerra com o jargão "tem que privatizar".


Reclamar é legitimo, pois quem paga por um serviço tem o direito de que ele seja prestado com qualidade. No entanto, vender uma empresa pública ao setor privado não significa que o serviço será melhor. Está cheio de empresas privadas que prestam um péssimo serviço aos clientes.


De acordo com dados do Procon, os 10 setores com o maior índice de reclamação em ordem decrescente são: telefonia celular, telefonia fixa, cartão de crédito, TV por assinatura, banco comercial, aparelho celular, energia elétrica, financeira, móveis, internet (serviços).

A solução não é a privatização, mas sim gestão.

As empresas de telefonia, campeãs em reclamações, são todas pertencentes ao setor privado é um exemplo que a solução não é a privatização, mas sim de gestão.


Na minha casa, que fica apenas 10 km da sede do município, não tem cobertura de nenhuma das empresas, como Vivo, OI, Claro, Tim por exemplo. E isso, acontece com milhares de pessoas que residem na zona rural do município Camaquã e região.


Toda empresa privada tem como finalidade o lucro para seus donos. Assim os investimentos neste setor tendem ser colocados prioritariamente nos aglomerados urbanos pela densidade de clientes ser maior, gerando mais lucro.


No entanto, a prestação de serviços de fornecimento de energia, de água, de telefonia, de internet entre outros, deve ser abordado sob o viés do desenvolvimento social, sendo de responsabilidade dos governos desenvolverem políticas públicas para atender essa demanda.


Precisamos de ações urgentes do governo do estado do RS para melhorar a gestão da Companhia e investir em recursos materiais e servidores e assim atender de maneira satisfatória os clientes.


Portanto, é necessário alertar para os riscos que a privatização da CEEE pode aprofundar os problemas enfrentados por moradores e agricultores que dependem da energia elétrica em suas propriedades.


Contribuintes, servidores públicos e entidades não merecem assistir a situações vexatórias como as de hoje

Foto: Thiago Pires/Facebook

Lamentável.


Talvez essa seja a palavra que melhor descreva as notícias que os camaquenses acompanharam nessa terça-feira (14) envolvendo um esportista e um funcionário em cargo em comissão (CC) da prefeitura.


Recentemente a discussão de uma das sessões da Câmara de Vereadores de Camaquã foi em torno de postagens realizadas pelo coordenador político da prefeitura no Facebook, onde questionava a atuação e legitimidade dos parlamentares camaquenses em cobrar ações do governo.


Também ganhou repercussão nas redes sociais o bate-boca entre dois funcionários de cargo em comissão que almejam concorrer ao legislativo camaquense neste ano, discutindo sobre quem teria mais direito de comentar sobre um projeto desenvolvido pela gestão.


Os casos onde impera a falta de bom senso, ética e respeito são frequentes.

Assim como defendo a união e respeito entre os Poderes, defendo que um tratamento cordial, ético e respeitoso seja dado ao contribuinte. Os camaquenses não merecem assistir episódios lamentáveis como esses.


Se as situações que descrevi aqui tivessem envolvido servidores efetivos (concursados) certamente responderiam a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e sanções.


Em mais de 20 anos sendo servidor público, já tive a oportunidade de trabalhar em todas as esferas públicas como funcionário efetivo. Sempre procurei expressar as minhas opiniões e respeitar o contraditório, mas jamais expor as entidades públicas ao ridículo. O serviço público e os servidores públicos são, em sua maioria, trabalhadores respeitados e que não merecem que fatos como estes aconteçam.

E agora?

O que vai ocorrer sendo cargos em comissão? Continuaremos assistindo absurdos como esses?


Quais serão as providências adotadas pelo prefeito? Ele compactua com a postura adotada por esses servidores ou irá tomar alguma providência?


Se casos lamentáveis como esses veem a público, o que ocorre sem que nós, contribuintes, fiquemos sabendo?


Quem mais perde com isso, sem dúvidas, somos nós camaquenses!


Entenda o caso de hoje:



Leia também:


Escolha da Mesa Diretora da Câmara ocorre nesta segunda feira

Elio Copes, professor de história. Ex- presidente do PDT

Foto: Luis Fernando Rodrigues

Pela primeira vez na história recente de Camaquã o partido pelo qual está filiado o prefeito não terá representante na Câmara de Vereadores. Os últimos três presidentes foram eleitos com o amém do prefeito que possuía três vereadores do PSDB.


No primeiro ano Paulinho Freitas dos Santos (Paulinho Bicicletas) só foi eleito com apoio decisivo do prefeito Ivo de Lima Ferreira.


Três meses após sua posse no Legislativo, Paulinho rompeu com o prefeito e se alia aos políticos do PP, PMDB adversários ferrenhos do prefeito e acata duas denúncias de improbidade administrativa que obriga o prefeito a abrir espaço para o PMDB no governo para não ser cassado. No segundo ano o vereador Claiton do PDT, partido de oposição, foi eleito por unanimidade dos vereadores, trazendo harmonia entre os Poderes.


Para o ano de 2019, com apoio decisivo do prefeito foi eleito Fabiano Medeiros, que por esta atitude sofreu processo de expulsão do PDT.


Agora, dois nomes devem disputar a presidência da Câmara de Vereadores o novato Marcelinho e o veterano Marco Longaray.


Marcelinho foi eleito pelo PSB, mas desde as eleições trabalhou contra o candidato do seu partido. Apoiou o prefeito eleito sendo seu líder de governo na Câmara nos primeiros meses de mandato. Rompeu com o prefeito sendo seu principal algoz, assumindo a relatório do processo que propunha a cassação do prefeito.


Por outro lado, Marco Longaray sempre se caracterizou como um político de oposição, mas com equilíbrio e responsabilidade. Político experiente, profundo conhecedor da legislação e que domina como nenhum outro o processo legislativo, se apresenta como candidato a comandar a Câmara e conta com apoio do PDT.


Com certeza Marco Longaray na presidência da Câmara em 2020 dará a estabilidade e o equilíbrio entre os Poderes. O prefeito Ivo, apesar de não ter vereadores do seu partido, ainda exerce forte influência nas decisões da Câmara com os vereadores que compõe sua base no governo.


Hoje será a definição.


Marco Longaray é o nome apoiado pela Esquerda.

leandro.neutzlingbarbosa@gmail

O conteúdo do Blog do Leandro pode ser reproduzido no todo ou em parte, além de ser liberado para distribuição desde que preservado seu conteúdo e a fonte.

bottom of page