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Política, Educação, Ciência e Cultura 

Quase 2 milhões de crianças e adolescentes correm o risco de não voltar às aulas em 2020, alerta UNICEF

Fonte:UNICEF

Início de ano é hora de volta às aulas. Mas essa não é uma realidade para quase 2 milhões de crianças e adolescentes brasileiros. São meninas e meninos que deixaram as salas de aula, ou que nunca sequer chegaram a elas. Neste começo do ano, o UNICEF faz um apelo para que todos os municípios realizem a Busca Ativa Escolar: ou seja, unam as equipes da administração pública e da sociedade civil para ir de casa em casa encontrar e levar para a escola todos os estudantes que estão fora dela.


Embora o Brasil tenha avançado no acesso à escola, o problema ainda não está resolvido. Segundo a Pnad contínua 2017, 1,9 milhão de crianças e adolescentes continuam fora da escola no País (veja dados estaduais).


A exclusão escolar afeta, principalmente, crianças e adolescentes das camadas mais vulneráveis da população, já sem outros direitos respeitados. São, em sua maioria, pobres, negros, indígenas e quilombolas. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar; outros têm algum tipo de deficiência. Grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e nas zonas rurais. Muitos já passaram pela escola, mas não tiveram as oportunidades necessárias para aprender, foram sendo reprovados até que deixaram a sala de aula. Ou foram vítimas de bullying, preconceito, violência, e não conseguiram continuar.


Por todas essas razões, a maioria dessas crianças e desses adolescentes nem vai até a escola para se matricular. “Não adianta, portanto, apenas ofertar vagas na escola. É preciso unir esforços de diferentes áreas – educação, saúde, assistência social, entre outras – para ir atrás de cada um, entender as causas da exclusão e tomar as medidas necessárias para garantir a matrícula e a permanência na escola, aprendendo”, explica Verônica Bezerra, especialista em Educação do UNICEF.


A boa notícia é que mais de 3 mil municípios brasileiros já estão engajados nesse esforço. Todos eles fizeram adesão à Busca Ativa Escolar – iniciativa do UNICEF e parceiros para ajudar os municípios e Estados nesse esforço de inclusão escolar. A estratégia colabora para a identificação de crianças e adolescentes fora da escola, seu encaminhamento para os diversos serviços públicos – como da Saúde e da Assistência Social, de acordo com os motivos de evasão e/ou abandono – e sua (re)matrícula e acompanhamento no retorno à escola.


Por meio da Busca Ativa Escolar, o município reúne representantes de diferentes áreas dentro de uma mesma plataforma gratuita. Cada pessoa ou grupo tem um papel específico, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola até o seu encaminhamento para os serviços públicos da rede de proteção e a tomada das providências necessárias para a sua (re)matrícula e a permanência na escola. O Estado também participa da estratégia, em regime de colaboração com os municípios, podendo (re)matricular adolescentes nas escolas da rede estadual.


Saiba mais em  buscaativaescolar.org.br


Sobre a Busca Ativa Escolar

A Busca Ativa Escolar é uma metodologia social e uma plataforma gratuitas para ajudar os municípios e os Estados a enfrentar a exclusão escolar, desenvolvida pelo UNICEF em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).


Fonte: UNICEF

A condição que nos torna humano, não pode ser esquecida.

Foto: Reportagem/ Blog do Juares

Os trágicos episódios que ocorreram mais recentemente no nosso município devem ao menos servir de reflexão sobre um aspecto, a banalização da morte. Parece que esquecemos que ao banalizarmos a morte também banalizamos a vida.


Em tempos que a informação nos chega com uma velocidade incrível, através das redes sociais e aplicativos mensageiros, em poucos minutos o fato trágico ocorrido já está sobre julgamento.


Em rítmico frenético, as reportagens das tragédias são compartilhadas e comentadas. Os envolvidos, julgados e sentenciados. Em poucas palavras, um comentário tem a capacidade de condenar ou absolver.


E assustadoramente, sem ter nenhum conhecimento sobre os fatos, adjetivamos: era vagabundo, estava bêbado, era drogado, são despreparados. Claro que os fatos devem ser investigado e aos envolvidos ser dado julgamento justo. Nada deve ficar impune!


Mas para o bem da nossa comunidade, a condição que nos torna humanos não pode ser esquecida, diante da tragédia pessoal do outro possamos ter sentimento piedoso, altruísta, de ternura, com desejo de minorar a dor dos familiares.


Entre a vida e o bem material, devemos escolher a vida. Diante da morte, devemos ter compaixão.

Atualizado: 21 de out. de 2019

Em primeira análise sou favorável a implantação de escolas de turno integral, porém, destaco alguns pontos que devem ser observados

Tramita na Câmara de Vereadores de Camaquã o Requerimento com Apoio do Plenário 90/2019 que solicita que o Executivo estude a viabilidade de introduzir o tempo integral de funcionamento nas escolas de educação infantil no município, com término às 19h. Se aprovado pelos vereadores, a proposta segue como sugestão ao prefeito.


Segundo o autor, a medida deve beneficiar pais que trabalham durante o dia e não tem com quem deixar os filhos. “A readequação no horário de funcionamento das EMEIs para tempo integral ocasionará melhoras na educação e desenvolvimento das crianças, que aprende melhor, se socializa, pratica atividades lúdicas e esportivas, se alimenta adequadamente, se sente capaz e acolhido, além de favorecer os pais, que poderão deixar seus filhos na escola pela manhã e buscá-los no final da tarde, permitindo que os mesmos trabalharem, sem ter preocupações de deixar as crianças com pessoas estranhas”.

Nem sempre uma escola de turno integral será melhor que uma escola de meio turno.

Justificar a implantação de escolas em turno integral para que coincida com término do expediente do comércio não é uma justificativa por si só plausível, existem outros elementos importantes para o desenvolvimento da criança que devem ser observados. Nem sempre uma escola de turno integral será melhor que uma escola de meio turno. Escola com uma proposta pedagógica “ruim” continuará ruim, só que duplicará o tempo de permanência da criança e não propiciará uma melhora na aprendizagem.


Por outro lado, precisamos refletir sobre o pouco tempo que pais convivem com os filhos. Infelizmente, com salários defasados a necessidade dos pais trabalharem com uma carga horária cada vez maior para manter a subsistência da família é uma realidade.


Portanto, para que tenhamos uma sociedade justa e socialmente sadia é necessário trazer a discussão da implantação de escolas em turno integral, a luz da compreensão de que o trabalho é meio e não fim, ou seja, trabalhamos para viver e não vivemos para trabalhar.


Foto: Divulgação

leandro.neutzlingbarbosa@gmail

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